AIL - Associação Internacional de Lusitanistas

Resultados : 27
Ensaios
Resultados : 27
 
Paginação : 1, 2...6 > Avançar

Livro de ensaio do autor João Adalberto Campato a ser publicado ainda neste ano pela casa editorial brasileira “Arte & Ciência”.

Divulgamos a obra Leituras do desejo em Camilo Castelo Branco, organizada por Sérgio Guimarães de Sousa e José Cândido de Oliveira Martins:

Capa do livro da editora OPERA OMNIA

editora OPERA OMNIA

A ficção camiliana, muito assente no conflito entre a paixão e a razão, tem como ponto nevrálgico o desejo. As novelas de Camilo oferecem, deste modo, um amplo campo de estudo extremamente fértil para abordar esta questão nas suas múltiplas perspectivas e implicações. Não deixa, por isso, de ser um tanto curioso constatar que a bibliografia passiva de Camilo, mesmo a mais recente, carece de estudos especificamente focados sobre o desejo. Ao reunir, nesta colectânea, textos de um conjunto de investigadores de várias universidades (portuguesas e estrangeiras), que prontamente aceitaram o desafio de reler Camilo na óptica do desejo, quisemos colmatar esta lacuna.

… Ler mais

LUIZA NETO JORGE
ou Apresentação de uma espécie de corpo inenarrável

Jorge Fernandes Da Silveira

Poeta, tradutora (Lisboa, 1939-1989). A escrita revolucionária dos poemas de Luiza Neto Jorge volta a exigir uma mudança radical no hábito da leitura de poesia.

… Ler mais

O mar, a ilha, a língua:
A vertigem da criação na poesia de Virgílio de Lemos

Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco
UFRJ

A língua que eu quero é essa que perde a função
e se torna carícia. O que me apronta é o simples
gosto da palavra, o mesmo que a asa sente aquando
o vôo. Meu desejo é desalinhar a linguagem, colocando
nela as quantas dimensões da Vida. E quantas são?
Se a vida tem, é idimensões?
Mia Couto

Essa atitude de Mia Couto face à língua, constantemente recriada pelo jogo poético da linguagem, retoma, em alguns aspectos, o erotismo verbal proposto pela poesia de Virgílio de Lemos produzida nos anos 50 e 60, em Moçambique. Representativa do “barroquismo estético” que, segundo o próprio Virgílio, perpassa a literatura moçambicana, desde o final dos anos 50, tal postura ante o verbo criador traduz a rebeldia em relação às normas lingüísticas impostas pelo domínio luso, libertando, desse modo, a língua do jugo da razão colonial que marcou a política assimilacionista empreendida pelos portugueses em África.

… Ler mais

Cavaleiro Andante: identidade nacional
e o processo de dispersão do ser português

Maria Luíza Ritzel Remédios
PUC-RS

Segundo Roland Barthes,1 uma textualidade pronta e acabada, tal como se apresenta ao leitor, nunca se constrói no singular, ela é sempre plural, porque se desdobra em outros textos e porque na escrita de cada um encontra-se o escrever de muitos. Desse modo, para o teórico francês, ler um texto é perceber a inter-relação existente entre escrita e leituras; é identificar no texto de um autor sua particular leitura das linguagens do mundo. Considerando Almeida Faria um leitor especial do mundo e, particularmente, de sua nação e da identidade portuguesa, pretende-se evidenciar os indícios que demarcam a História de seu país na sua escrita, a partir das histórias que conta em cada livro que apontam para direções determinadas no estabelecimento de significações outras que não aquelas reveladas pela História oficial. Sua produção literária inicia-se, em 1962, com Rumor branco e desdobra-se até 1990 com O conquistador, abrangendo, pois, um período importante do universo português, marcado por “antes” da Revolução dos Cravos e pelo depois desse momento, atuando de forma decisiva na formação de uma consciência social.

Com Rumor branco (1962), Almeida Faria introduz nova e ousada técnica literária e nova linguagem na ficção portuguesa, adotando uma postura altamente irônica e crítica frente à realidade e abrindo caminho e horizontes para uma linguagem que se projeta para o futuro em que a arte será uma desobediência de conteúdos, de meios de expressão e de palavras.2 A novidade proposta por esse romancista não permanece apenas em seu primeiro livro, a ausência de personagens que se configuram apenas como “nomes” que rejeitam convenções e a preocupação em mostrar que essas personagens não podem ter, à época, voz audível, porque estão sufocadas pela situação repressiva em que se encontra o País, é constatada também em seus próximos livros que constituem a Tetralogia lusitana, composta pelos romances A paixão, Cortes, Lusitânia e Cavaleiro andante.

… Ler mais

Paginação : 1, 2...6 > Avançar

Língua : Português English

Modo de navegação : Ajax mode Página velha